Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Temas Actuais, onde está Abril?

 

 


 

 

 
O Capitão Salgueiro Maia em acção
          
        ONDE ESTÁ ABRIL?
 
O querer é o poder da minha vida
que sofre com vultosos tormentos,
e se bate contra a força dos ventos
que arrancam a felicidade prometida.
 
Combato os usurpadores da liberdade
bem entrincheirada dentro de nós
porque no mundo não estamos sós
e conhecemos a grande verdade.
 
Sofremos com os que estão a mandar
e que atropelam os nossos direitos,
porque estamos sempre contrafeitos
se não soubermos bem reclamar.
 
O tempo não podemos desperdiçar
quando o saber é razão fundamental
e para que o sábio poder seja real
temos que estar atentos e bem cuidar.
 
Desertai políticos-galispos de aviário
e aliviai os infortúnios provocados,
pois só concorreis para deputados
em busca do ouro do público-erário.
 
Quem não tem sentido suores frios
com o padecimento das nossas gentes?
para vós as mudanças são diferentes
enquanto as finanças sentem calafrios.
 
Como podemos dormir descansados
quando desbaratais o nosso futuro,
mesmo que tenhamos de dar duro
não queremos continuar desgraçados.
 
 
 

 

 

                

  

O COELHO, O BURRO E OS POLÍTICOS…

 

Era um dia de sol radioso, quando um coelho se passeava pelas veredas dos arbustos onde escondia a sua toca; eis que um ruído estranho lhe arrebitou as orelhas, dando conta da aproximação de dois homens de espingardas a tiracolo e meia dúzia de coelhos pendurados no cinturão de cada um. Logo o coelho começou a pensar quem seriam aqueles estranhos, que caminhavam em duas pernas, seguidos por uma chusma de cães que se precipitaram sobre ele, a ladrar e a arreganhar a dentuça ameaçadora.

O coelho mal teve tempo de desatar a correr em zigue-zague para se esconder no meio do emaranhado do mato mais próximo, onde nem o cão mais hábil o descobriria. Passada aquela hora de aflição, e já com os cães a perder de vista, o coelho voltou à liberdade que tanto presa, aproveitando para comer algumas ervas; por ali encontrou um burro que pastava pachorrentamente, sentindo vontade de entabular conversa:

                       

- Olá amigo, parece que vens aflito…

- Tu sabes lá! – responde o coelho – andam por aí uns bichos de duas patas e com umas espingardas para dar cabo da gente… Não se pode ser coelho nesta terra, pois até os cães estão contra nós! Gostava de saber porque, sendo nós tão pequeninos e inofensivos, nos perseguem até nos matar e esfolar… enquanto que a ti, que andas aos coices a meio mundo, ninguém te faz mal…

O burro, ergueu o focinho, aprumou as orelhas e respondeu:

- Para viver bem e descansado, não há como ter parentes e amigos instalados no governo…

                                                 

 



 

publicado por: Joaquim Coelho Joscoelho às 19:15
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